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O "Santos de Cuca",e as diferenças em relação ao time de Jesualdo




Na estreia de Cuca no comando do Santos, no empate em 1 a 1 contra o Red Bull Bragantino, neste domingo (09), na Vila Belmiro, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador repetiu a mesma escalação do ex-técnico do clube, Jesualdo Ferreira, no dia 30 de julho, quando o Peixe foi derrotado por 3 a 1, de virada, na Vila Belmiro, e consequentemente eliminado nas quartas de final do Campeonato Paulista.

E para observar as mudanças do Alvinegro Praiano é necessário analisar a equipe pelas zonas do campo e a postura de algumas peças individuais nesses setores.

Defesa

Jesualdo costumava escalar as suas equipes com duas linhas de quatro, com um atleta entre elas. A primeira, formada pelos quatro jogadores da defesa, era bem definida, com o primeiro homem do meio campo se posicionando à frente dela e priorizando a saída de jogo pelo meio.

Já contra o Bragantino, Cuca desenhou a saída de bola com os dois laterais posicionados à frente da dupla de zaga, chamando o início das jogadas pelos lados.

No início do jogo parecia que Felipe Jonatan avançaria bastante e Diego Pituca faria a composição defensiva pelo lado canhoto. Contudo, esse foi apenas um momento fortuito dos primeiros minutos da partida e não se desenvolveu nos 90 minutos.

Meio-campo

Provavelmente será esse o setor em que Cuca terá mais trabalho. E era o que Jesualdo também tinha bastante. No frigir dos ovos, o time de Alexi Stival mostrou ser um pouco melhor nessa zona do campo, principalmente pela maior atividade de Carlos Sánchez no jogo.

Se com o técnico português, a linha de quatro no meio-campo era tão definida quanto a defensiva, com o brasileiro a qualidade individual das peças foi mais explorada.

Nos primeiros quinze jogos, os pontas atuavam pelas extremidades do campo com dois meias, geralmente Sánchez pela direita e Pituca pela esquerda, próximos das beiradas, deixando espaços na faixa central.

Já contra o Massa Bruta, o que se pode observar foi Diego Pituca em uma função ainda pelo lado canhoto, mas segurando as subidas e auxiliando na composição defensiva, justamente para dar mais liberdade, e, com isso, mobilidade, ao meia uruguaio, que se aproximou mais da área do que vinha fazendo.

Pituca não foi bem. Disperso e lento nas tomadas de decisões, pode fazer a engrenagem girar ainda melhor nos dias em que estiver inspirado.

Ataque

Quando Soteldo está apagado, o Santos acaba sofrendo bastante, e foi isso que aconteceu na tarde deste domingo. As principais jogadas do Peixe desde o início do ano tem sido nas costas do ponta-esquerda, para que ele aposte no seu 1x1, que hoje não foi tão eficiente como geralmente é.

Na outra extremidade, Marinho fez o que se esperava dele, e se aproveitou de todo o corredor destro. Quando a defesa do Toro Loko deu espaço, abriu para o meio e chutou, fazendo o único gol santista na partida.

Agora, foi na faixa central do ataque, com Kaio Jorge, que pôde ser visto o dedo do treinador no setor. Centroavante leve, de mobilidade, o camisa 19 “conversou” com os atletas mais ofensivos durante todo tempo que esteve em campo. Se postou como opção a Carlos Sánchez, encostou nos ponteiros, sofreu um pênalti, desperdiçado pelo uruguaio, e quando a bola chegou, estava posicionado dentro da área, quase marcando em duas oportunidades.

Cuca gosta de trabalhar com centroavantes de mobilidade. Trabalhos recentes, como o Palmeiras campeão nacional, em 2016, e o Peixe de 2018, no qual ele fez um bom trabalho de recuperação, contava com Gabriel Jesus e Gabigol respectivamente. Esses dois possuem perfis táticos semelhante ao que pode ser feito com Kaio, guardada das devidas proporções.


Repertório

O Santos de Cuca mostrou, ainda que ligeiramente, mais repertório do que Jesualdo, se aproveitando de lançamentos longos, visando as extremidades, acionando principalmente Soteldo, e em uma das faltas sofridas próxima a área promoveu uma jogada ensaiada, com Carlos Sánchez rolando para a entrada da grande área e Pará chutando para fora.

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