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Diretoria do Santos parcelou 4 contratações em 2019 e não honrou compromissos de nenhuma




O Santos está proibido pela Fifa de contratar jogadores por três janelas de transferência. A nova punição da Fifa foi homologada ontem (16) na CBF com base na dívida pela contratação de Soteldo junto ao Huachipato (CHI). O venezuelano, no entanto, foi apenas um dos quatro atletas que o Peixe trouxe acertando pagamento parcelado: nenhum dos acordos foi cumprido.


Completam a lista de reforços que não foram pagos o zagueiro Felipe Aguilar, o volante Jobson e o meia Cueva. Os dois primeiros tiveram a primeira parcelada acertada com os clubes de origem, enquanto no caso do peruano nenhuma das parcelas foi paga e o caso está na Fifa.


O Santos acordou pagar 3,5 milhões de dólares (R$ 18 milhões hoje) por 50% dos direitos econômicos de Soteldo em três parcelas, mas não honrou nenhuma delas.

O Huachipato acionou o Peixe na Fifa e conseguiu a punição de três janelas, já que o Peixe já está bloqueado de realizar contratações atualmente por causa da dívida com o Hamburgo (ALE) pela contratação de Cléber Reis. O valor hoje gira na casa de 4,5 milhões de euros (R$ 28 milhões).

Aguilar foi adquirido junto ao Atlético Nacional (COL) por R$ 1,1 milhão de dólares (R$ 5,5 milhões hoje) dividido em três parcelas. Somente a primeira foi paga e os colombianos também acionaram a Fifa, em processo que ainda tramita.


Cueva foi comprado do Krasnodar (RUS) por 7 milhões de dólares (R$ 36 milhões hoje) em três parcelas anuais. A primeira venceu no início deste ano, quando o peruano já havia abandonado o Peixe sem comunicar o clube e se juntado ao Pachuca (MEX). O caso foi parar na Fifa, em processo que envolve os três clubes, e a parcela não foi paga.

O Red Bull é o único clube que tem acordo com o Santos pela dívida na contratação de Jobson. O Peixe pagou R$ 1,5 milhão no ato da compra, mas não acertou a segunda parcela de mesmo valor um ano depois. O antigo clube do volante aceitou um parcelamento de 15 vezes de R$ 100 mil, que foi feito em junho e tem sido cumprido até aqui.

Parcelas únicas
Marinho e Luan Peres foram reforços que chegaram ao Peixe com acordo para pagamento em parcela única, não à vista nem em várias parcelas. O Santos acertou cerca de R$ 5 milhões com o Grêmio por Marinho em dia, mas atrasou R$ 1 milhão ao Club Brugge (BEL) pelo empréstimo de Luan Peres - outro processo que foi parar na Fifa, mas já resolvido e com valor acertado.

Aquisição de Sasha também atrasa
Eduardo Sasha chegou ao Santos em 2018 por empréstimo, depois acabou ficando em definitivo em troca pelo lateral Zeca. Neste ano, porém, o Peixe acordou a aquisição de mais 50% dos direitos econômicos de forma parcelada, em 24 vezes. O clube não honrou os compromissos e o Internacional chegou a estudar entrar na justiça, mas fez um novo acordo com o Santos envolvendo a ida de Yuri Alberto para o clube gaúcho.


Hoje, Sasha é jogador do Atlético-MG após ter entrado na justiça contra o Peixe por atrasos salariais. Os clubes fizeram um acordo para que o Santos recebesse cerca de 1,5 milhão de euros (R$ 9,6 milhões).

Três reforços estão quitados
Das contratações feitas em 2019, somente três não representam problema de atrasos para o clube hoje: o goleiro Everson, o lateral Felipe Jonatan e o centroavante Uribe. A dupla que veio do Ceará foi paga à vista por insistência do clube nordestino que se mostrou irredutível em receber a multa rescisória antes de liberá-los. O Peixe pagou R$ 4 milhões por Everson, que abriu mão de cerca de R$ 2 milhões para o negócio sair, e R$ 6 milhões pelo lateral-esquerdo.

Já o colombiano Fernando Uribe foi adquirido por R$ 5 milhões junto ao Flamengo e o valor foi abatido do que os cariocas ainda tinham de pagar ao Peixe pela aquisição do atacante Bruno Henrique. Uribe entrou na justiça contra o Santos por atrasos salariais e tenta rescisão de contrato.


Fonte : uol esporte

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