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Bilheteria, show e naming rights: saiba os detalhes do acordo Santos-WTorre




O Santos deu um passo adiante para construção do seu novo estádio na última quinta-feira (8), quando o Conselho Deliberativo aprovou o prosseguimento do projeto. O UOL Esporte buscou entender detalhes do acordo entre o Peixe a WTorre, empresa que construirá a arena.

O projeto arquitetônico foi aprovado com 98% dos votos na última reunião do Conselho Deliberativo. A arena terá capacidade para 25 mil pessoas, mas pode chegar a 30 mil lugares com assentos móveis. O UOL Esporte trouxe todos os detalhes em entrevista exclusiva com o arquiteto Luiz Volpato.

Bilheteria


Toda a gestão e também a receita com bilheteria nos jogos será 100% do Santos, assim como os valores recebidos no programa Sócio-Rei. O Peixe terá total autonomia na precificação dos ingressos. No entanto, haverá uma taxa fixa de repasse para a WTorre por pessoa. A princípio, o valor ficará entre R$ 10 e R$ 15 reais, mas ainda será ajustado em discussão entre as duas partes.

Shows e eventos

A nova arena santista terá capacidade para receber shows para até 40 mil pessoas com palco circular 360º no centro do gramado. Quando a data de um evento coincidir com um jogo do Santos, o clube deve jogar em São Paulo, e a WTorre arca com as despesas extras do Santos por jogar em outro local. Haverá repasse de uma porcentagem do lucro 

Naming Rights e camarotes


O estádio poderá ter os naming rights comercializados pela própria WTorre, assim como os direitos de nomes de camarotes e os próprios espaços físicos em si. Ainda será negociado o número de camarotes que ficará com o Santos e com a empresa. Haverá repasse de uma porcentagem do lucro 


Tempo de concessão

A WTorre terá os direitos de superfície por um período entre 30 e 35 anos. Após isso, o estádio será 100% do Santos.


Investimento

A WTorre projeta um gasto de R$ 250 milhões para construir a nova arena do Peixe e o clube santista não precisará arcar com nenhum centavo.

Custo de manutenção


O Peixe não terá nenhum custo com a manutenção do estádio no período em que ele pertencer à WTorre. Toda a manutenção e despesas operacionais serão 100% pagas pela empresa. Os valores de manutenção de uma arena deste porte ultrapassam R$ 1 milhão mensal. O Santos precisará arcar apenas com gastos pontuais nos dias em que mandar partidas no local


Repasse de receita líquida


Será criada uma Sociedade de Propósito Específico para administrar a arena. A SPE é um modelo empresarial com objetivo bastante específico e restrito com prazo de existência determinado, no caso entre 30 e 35 anos. A SPE receberá os lucros provenientes de tudo que for comercializado dentro do estádio, desde lojas e estacionamento até shows e naming rights. Desse valor total, entre 2,5% e 15% do lucro líquido será repassado tanto à WTorre quanto ao Santos. A porcentagem correta ainda será discutida nas próximas fases do projeto.


Proibição de jogar em São Paulo?


Não haverá proibição do Santos mandar seus jogos em outros locais. No entanto, será firmado em contrato um número mínimo de jogos a serem realizados na nova Vila Belmiro por ano. Também não é intenção da WTorre tirar o Peixe de seu estádio para realização de shows no local, pois, quanto mais o time joga longe da arena, mais desvalorizado ficam artigos como naming rights, camarotes, lojas, etc.


Exemplo do Palmeiras anima


O rival santista deu um salto de público e renda após a construção do Allianz Parque pela mesma WTorre. Em seu primeiro ano, o público médio do Palmeiras saltou de 16,4 mil pessoas para 29,5 mil, aumento de 88%. A  renda cresceu mais ainda: pulou de R$ 14,9 milhões para R$ 66,6 milhões em 2014, aumento superior a 300%.


Projeto volta ao conselho e pode passar pelo sócio

Com a aprovação da última quinta-feira, o próximo passo é a revisão dos projetos e a estruturação jurídica e financeira, o que deve levar entre três e seis meses. Após isso, uma nova apresentação será feita ao Conselho Deliberativo e existe a intenção, ainda não confirmada, de que o projeto final seja aprovado por uma Assembleia Geral de Sócios, onde o associado decidiria se aprova ou não a nova arena.

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